Zhang Weiwei (张维为) em Portugal - Lisboa
No
mês de Outubro tive a honra de marcar presença na Conferência realizada no dia
11: “The Chinese Way and the BRI: A Civilizational State Perspective” teve como
orador o distinto Diretor do China Institute da Universidade de Fundan, o
Professor Zhang Weiwe (张维为), doutorado e professor de Relações Internacionais e
membro do Conselho Nacional de Think Tanks da China.
Este
evento foi organizado pelo Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa e pela
Chinese Culture Talk, com o apoio da Embaixada da República Popular da China e
The 70th Anniversary of the Fouding of The People´s Republic of China.
Após
uma resenha histórica reflectida numa imagem de Shanghai entre 1978 e 2018,
Weiwei afirmou que historicamente podemos registar 4 revoluções industriais na China:
1: 1978-1995 com a revolução têxtil
2: 1992-2010 com a assinatura do WTO e o desenvolvimento 2G 3G e 4G
3: 1994- presente com a revolução tecnologias e
telecomunicações
4: 2019-Presente com a Bigdata,
AI, 5G e quantum communications
O
orador abordou 3 pilares para o sucesso do Projecto Belt and Road, quer na
política interna, quer nas relações externas: um domínio Politico, um Económico
e um Social.
No
domínio Politico é defendido o conceito “selection + election” pois o sistema
assente num partido permite uma melhor avaliação dos seus recursos humanos, a
criação de sistemas de recompensa assentes na meritocracia, e uma melhor
avaliação das reformas necessárias em contraponto com os demais interesses a
que o Estado e os seus cidadãos estão sujeitos.
Zhang
Weiwei apresentou-nos uma economia mista entre poderes, deveres e
responsabilidades do Estado e dos privados. As empresas privadas que pretendam
entrar no mercado Chinês são convidadas a desenvolver um produto ou serviço, em
“ambiente de laboratório”, com recursos chineses como forma de contacto com o
mercado chinês. De acordo com o orador, a abertura do Socialismo à Globalização
potenciou o acesso das famílias chinesas ao desenvolvimento económico.
Na
área social, o orador chamou-lhes a “neo-democratic centralism”, isto é, a estratégia
da China assente no conceito “From the people, to the people”, que reflecte um
exaustivo trabalho de consulta para a criação de planos de evolução a 5 anos. Esta
estratégia abre portas a uma democracia consultiva que permite a discussão,
criação e a coleta de benefícios a médio e longo prazo.
O
orador, ainda no que se refere ao BRI, deixou um foco muitíssimo forte na
cooperação entre a Europa e a China para o desenvolvimento de África. Deu-nos
como exemplo a extraordinária cooperação entre China-Paquistão e China-India.
Para
finalizar gostaria de deixar os meus parabéns à organização pela iniciativa.
Sem mais delongas, muito obrigado
Henrique Germano Cardador
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