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Xi Jinping de Mao a Mao (Mao Tsé-Tung)

Este texto pretende, de uma forma simples, enquadrar o leitor na vida e percurso de Xi Jinping, Presidente do Partido Popular da China. Xi Jinping é hoje, reconhecidamente, um dos Homens mais poderosos da atualidade, contudo o seu percurso, provavelmente, está longe do que possa estar a imaginar. Xi Jinping nasceu em 1953, tem vários irmãos e o seu Pai (Xi Zhongxun) foi uma figura respeitada na cúpula da estrutura política da China de Mao Tsé-Tung. Xi Jinping era considerado o “príncipe vermelho” pelo menos até o seu pai entrar em rutura com Mao e ter semeado a Revolução Cultural. Essa tomada de posição de Xi Zhongxun, custou-lhe a liberdade, pois foi perseguido e preso por conspirar contra o partido.  Xi Jinping, aos 9 anos, deixou de ser o “príncipe vermelho” e consideraram-no traidor, foi obrigado a ler citações de Mao dias inteiros, a fazer criticas publicas e humilhações o seu próprio pai nas sessões de auto criticas, segundo as ordens da Guarda Vermelha (Moviment...

Zhang Weiwei (张维为) em Portugal - Lisboa

No mês de Outubro tive a honra de marcar presença na Conferência realizada no dia 11: “The Chinese Way and the BRI: A Civilizational State Perspective” teve como orador o distinto Diretor do China Institute da Universidade de Fundan, o Professor Zhang Weiwe ( 张维为 ), doutorado e professor de Relações Internacionais e membro do Conselho Nacional de Think Tanks da China. Este evento foi organizado pelo Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa e pela Chinese Culture Talk, com o apoio da Embaixada da República Popular da China e The 70th Anniversary of the Fouding of The People´s Republic of China. Após uma resenha histórica reflectida numa imagem de Shanghai entre 1978 e 2018, Weiwei afirmou que historicamente podemos registar 4 revoluções industriais na China: 1: 1978-1995 com a revolução têxtil 2: 1992-2010 com a assinatura do WTO e o desenvolvimento 2G 3G e 4G 3: 1994- presente com a revolução tecnologias e telecomunicações 4: 2019-Presente com a Bigdata , AI , ...

Hong Kong, made in China!

Hong Kong vive tempos conturbados e, para percebermos o que está a acontecer, temos de voltar atras no tempo. Hong Kong vive, erradamente, agarrada a um estatuto de desenvolvimento e evolução, fruto de um contexto politico único e com uma baliza temporal entre 1970 e 1997. Hoje em dia, os habitantes de Hong Kong pensam que a vida era muito melhor quando eram colónia Britânica e que essa herança lhes trouxe o desenvolvimento de hoje, mas o contexto politico de outrora, também mudou. No inicio dos anos 70, Hong Kong servia de porta de entrada na China de pessoas, bens e negócios, muitos negócios. Hong Kong era considerado o front office de todas as empresas que pretendiam investir na China, estatuto do qual foi beneficiário, por 30 anos. Neste período, Hong Kong chegou a representar 23% GDP da China, hoje representa apenas 3%. As razões para estes dados, estão intimamente ligadas com o facto de a China, segundo o Jornalista Britânico Martin Jacques, “ter assinado o acordo ...

O Islão Chinês

A iniciativa one belt one road obriga ao forte compromisso entre estados para o desenvolvimento e construção de infraestruturas. Foi terminada a construção de uma estrada de 392 Km que liga Sukkur – Multan, esta estrada será conhecida no Paquistão como M5. A obra foi concretizada em parte por empresas Chinesas, por exemplo, a China State Construction Engineering Corporation (CSCEC) e foi terminada 2 semana antes do prazo contratualizado. Esta estrada simboliza a capacidade da China na execução das obras sob a sua alçada e controlo sem derrapagens nas balizas temporais, nem nos orçamentos. Esta construção está integrada no Projeto China-Pakistan Economic Corridor (CPEC assinado em Abril de 2015) que, por sua vez, será parte integrante da iniciativa one belt one road, no decorrer da inauguração o Diretor Geral Muhammad Naseem Arif, afirmou o seguinte: “foi fantástico ver os processo e o progresso da obra, uma vez que existiram inúmeros desafios”. No mesmo sentido, Li Ganchun, respons...

Shenzhen - Inteligência Artificial do Oriente

A Cidade de Shenzhen está localizada a norte de Hong Kong e tem 13 milhões de habitantes, da China e do resto do Mundo, é a Cidade Chinesa mais inovadora e tecnológica. Shenzhen faz parte do processo de investimento, a 5 Anos (2018 – 2023), por parte de Beijing com o propósito de desenvolver tecnologia aerospace , satélites, inteligência artificial e quantum computing . Segundo Susan Thornton (diplomata Americana para assuntos Asiáticos), “Shenzhen é apenas um hub logístico para tudo o que acontece na comunidade tecnológica Chinesa.” Não posso concordar, pois, se olharmos para as maiores start-up de 1 Milhão no Mundo, 42% estão estabelecidas nos EUA, 40% na China e os restantes 18% distribuídas pelo Mundo. A China já tem empresas que lideram em áreas como; veículos autónomos, drones, mobile app e 5G . Em Shenzhen existem grandes desenvolvimentos na área do reconhecimento facial, reconhecimento da voz e na área da inteligência artificial. Segundo Ian Bremmer (presidente ...

An elephant in the room * O Elefante que não está na sala

Terminou o 2º fórum Belt and Road 2019 e será impossível contornar a notada ausência dos EUA, tendo em conta a dimensão e ser o mais ambicioso projeto de investimentos em infraestruturas da Historia Mundial. A iniciativa Belt and Road não é apenas uma ideia megalómana de comércio mas apresenta-se com um projeto que pretende alterar radicalmente quer a economia mundial, quer a influência política na Asia, Europa e Africa por parte da China. A iniciativa contou com a presença de 150 Países, 37 altos representantes e mais de 5.000 delegados de todo o Mundo, excepto dos EUA. Segundo Cui Tiankai (Embaixador da China nos EUA) “a iniciativa Belt and Road conecta o mercado mundial como nunca e a intenção dos EUA em se manter afastado não beneficia a América, os Americanos ou as suas empresas, pois a América está a perder oportunidades extraordinárias de crescimento e de ser a charneira do desenvolvimento Global.” Não poderia estar mais de acordo, pois pelo que podemos ver at...